sábado, 29 de novembro de 2008

Relatório

Edição é como se um escritor pensasse previamente em todas as palavras que fosse escrever, e só depois de selecioná-las é que as colocaria em ordem para fazer sentido. É uma comparação exagerada, pois um escritor lida com milhares de palavras, e os cineastas lidam com algumas dúzias (ou centenas, no caso de um longa) de planos, um número muito menor de elementos.
Mas a importância da montagem fica bastante clara através deste exemplo, pois o filme não está pronto sem este arremate importantíssimo, a ordenação dos elementos selecionados. O trabalho de um editor não é apenas colocar em ordem, mas também imprimir ritmo e harmonia nos cortes de cada plano, de tal maneira que as mudanças de um plano para outro fiquem tão naturais que passem despercebidas.


Como Editor do Filme, me reuni em uma quinta feira com os integrantes da equipe de edição, para fazermos a decupagem das cenas um, dois e três do primeiro dia. Chegamos a separar as melhores cenas e somar o tempo das mesmas. Na sexta feira seguinte, praticamente todos se reuniram na Ilha de Edição para começarmos a Editar o filme, com as primeiras cenas. Por motivo de trabalho me atrasei um pouco. Dei a minha opinião várias vezes, sobre as edições, sobre erro de continuidade e alguns cortes que eu achava relevantes, porém ficou por isso mesmo. Diante do fato, não participei muito dos resultados de edição. Ressaltando que a nossa professora, quando chegou à sala no final da mesma, alterou algumas ordenações de planos e cortes, caindo praticamente em quase todas as opiniões citadas por mim. Feito isso neste dia, colaborei em três dias de filmagem.
Primeiro dia, cena um e dois na Estácio de Sá, onde com as instruções da diretora e da equipe, ajudei no que pude. Cena três feita também no mesmo dia, sendo que em outro ambiente que foi na casa da Stella.
No segundo dia foi gravada a cena do consultório, onde eu peguei os profissionais da Estácio, junto com a Stella e levamos para o consultório. Não pude permanecer no local, pois minha família precisava do carro para resolver problemas de saúde, perguntei se precisavam que eu voltasse para ajudar em mais alguma coisa, falaram que não havia necessidade, pois está cena seria rápida demais.
No terceiro dia, fomos gravar a cena da família reunida no Parque Lage, mas tivemos que ir para a Lagoa, o fato de nos esquecemos de pedir a autorização, não atrapalhou. A gravação na Lagoa foi show, mesmo com os improvisos.

Todas as equipes de profissionais que acompanharam e fizeram nossas filmagens foram dez.

Obrigado a professora Cláudia Miranda, pela paciência com equipe dentro de tantos contratempos. Não esquecendo também os atores que colaboraram para o resultado final do comercial.

Todos estão de parabéns pelo resultado final e como diz o Cano “vida que segue”.

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